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Todo Errado

Era melhor se eu não quisesse nada. Não quisesse o futuro, não quisesse ser nada, não quisesse ter você.

Meu pai me disse que eu gosto de sofrer, que faço as escolhas erradas. Eu mesmo tenho a consciência que eu sou todo errado.

Gostaria mesmo de ser totalmente inconsequente. Acordar tarde, acessar a net, fuçar na vida dos outros, fumar, beber, me drogar, ter prazer.

-- Ah, vida inútil!

O cara "todo errado" que eu sou é diferente. Eu acordo cedo e saio sem comer nada para trabalhar. (*As pessoas do meu trabalho gostam de abusar de mim, acho que sou bonzinho demais.) Enfim, almoço às 12:45 hs, minha única refeição do dia. Só comerei novamente quando chegar em casa despois da faculdade às 00:30hs. Importante também falar que só comerei se tiver alguma coisa pra mim, você sabe como é né?!?!? Já morou de favor na casa da Tia? Não! Bom pra você, te asseguro, não é uma boa experiência.

O cara "todo errado" que eu sou se dá pelo motivo de que eu não sou o que todos são. Não quero o que todos querem, não quero ser como ninguém.

AUTENTICIDADE, alguém ai sabe o que é isso?

Caralho, CARALHO, caralho.
Porra, PORRA, porra.

Não quero mais chorar, eu tô me recuperando da antiga batalha ainda. Dessa vez, não tenho uma carta na manga, não tenho opções. Esgotou a criatividade. Às vezes eu até dizia que queria ser vagabundo, deixa eu me corrigir, estava apenas brincando hein.

Se eu pudesse me enfiar no buraco e não sair mais eu o faria. Ou então apertar o botão "quit" do jogo e começar outro mais fácil. É, talvez meu pai tenha razão. Eu gosto de sofrer, sempre vou pelo caminho mais difícil. Se eu voltar agora, nada será como antes.

-- Garçom, mais vodka!

Será que eu posso escolher a maneira de como eu quero morrer? Ãh...Pensar nisso é falta de ter o que fazer. Olha eu querendo fugir de novo do mundo. Lee is right. Lee é meu Big Brother lá de London, 1 cara cool. Ele diz que eu vivo no meu mundinho e de vez em quando, ele se choca com o mundo real. Daí eu fico assim: confuso, angustiado, triste, só. Ele acha que eu devo ser tipo "O Pequeno Princípe", hum... às vezes eu também acho.

Eu não gosto de mentir pra mim mesmo, isto não parece ser uma coisa legal. Acha mesmo que eu tenho cara de idiota? Ai ai ai viu...

(Knock Knock)
-- Quem é?
-- Pizza!
-- Valeu!

Tava viajando. (Verdade? Cool!)Eu não respondi suas mensagens porque eu não tinha crédito. (Eu sei que tinha, tenho minhas maneiras de confirmar.) Trabalho lá mais ou menos, quer dizer não trabalho mais. (Eu sei, você foi demitido. Tenho meus contatos.) Exclui o novo porque o velho voltou. (E eu, como fico na história?)

-- Patético ãh!

Ás vezes é melhor ter de ouvir certas coisas do que ser surdo, você não acha?

Tá bom, tô tendo um surto. Vai falar o que? Tô no meu blog, meu espaço, posso escrever aqui o que eu quiser cacete.

-- Tem fogo?

O ano começu torto que nem eu. Será que eu não estava com o pé direito fixado ao chão à meia noite? Hum... provavelmente não. Depois de fuzilarem meu coração, fui expulso de casa pela sétima vez. Não dê risada, falo sério. Também acho que fui tirado do testamento depois que enviei minha polêmica autobiografia para meu Dad ler. Mamãe disse que ele ficou mudo por dois longos dias.

-- O que te importa?
-- Coma torta!

Descontração? Não, tô surtando mesmo. Tudo bem, não é nada com você. Você apareceu na hora certa, só que esqueceram de avisar pra ti que era a hora certa de aparecer. Putz... tudo bem, nada como chegar em casa e mudar. Beleza tô moreno de novo haha

Se continuar bebendo do meu sangue vou acabar ressecado. Nojo? Nem te conto a teoria de nojo que eu li, muito nojento mesmo.

Não consigo mais fingir que não houve nada, meus neurônios estão pifando. Acho que depois que largar mesmo a facul (por forças do destino, é claro), vou me apaixonar e fugir para um lugar bem longe, de preferência em outro país e que eu nem saiba a linguagem de lá. Lado bom? Não terei que aguentar lorotas e desculpas imbecis.

-- Próximo!

Acho que terei de virar escritor. É a única coisa que eu posso fazer sozinho, sem precisar de ninguém.

-- É... hum...
-- Alguém ai me dá um abraço?

Tudo bem, peraí. Vou vomitar!

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Baby Steps

Já faz um tempo que eu parei de escrever e eu nem sei o por que!?
Talvez o meu cérebro processe a informação de uma maneira diferente, mas o que eu realmente acho é que a cada dia, a cada segundo que passou desde a ultima vez que me dei a oportunidade de redigir algumas palavras, eu desisti de mim.
Não é fácil enfrentar um fato que desconstrói tudo que eu quis construir, mas fingir que algo não acontece deve ser bem pior não? Não sei, mas também não me importo. Afinal, começo a redigir algumas palavras novamente e elas me fazem sorrir =D
Eu acredito que há tempo pra tudo, e talvez haja tempo pra eu voltar pra mim mesmo. 
Sabe aquilo que dizem? Sobre iniciar algo? "Vá lá, faça! Não precisa ser bom, apenas precisa ser seu." 
Estas palavras são minhas, e mesmo não tendo significa algum, pra você, elas me fazem bem.
Talvez pra ti seja um texto de merda, mas pra mim é um passo de volta para eu mesmo!
"Baby steps", não é mesmo?

Não sinto dó(r)

Será que se gritarmos bem alto alguém ouvirá?

Será que quando gritamos bem alto, nossa voz ecoa pelo mundo como um pedido de socorro?

Às vezes tento não me desesperar pelas circunstâncias em que me encontro, ou mesmo escolhi me deparar (talvez inconscientemente)...eu não sinto dó de mim.

Eu tento fazer a pose e parecer confiante sobre os dias cinzentos e chuvosos que a escola da vida me faz vivenciar. Mas parece que só de raiva eu sorrio e rio de mim mesmo...sem pena, sem dor.

Seria possível que as palavras me levem a um lugar melhor? É importante sonhar...é importante se reestabelecer.

Vi hoje na TV, nesses programas de transformação, um cara que dizia-se estar "confortável nas sombras de si mesmo"e o quanto foi libertador abrir-se novamente ao mundo. Às vezes parece que quando temos um problema, só aquilo existe e todo o resto não faz sentido algum. Olha eu sendo totalmente contraditório. Não estava eu rindo de mim? Acho que deve ser de nervoso então.

As nossas escolhas no…

Homem Pedra

Então você me abraçou e pediu para parar o tempo. Então você se entregou e não pediu muito. Você agradeceu e não formulou desejos. Você sorriu e disse "eu te amo".
Saberia até colocar ordem nas palavras que automaticamente formam as frases se o meu coração desacelerasse diante dos ocorridos. Eu poderia ser lei em português e formar pra ti as nossas exceções. Mas deixa o tempo parado e me abraça e fica e sorri e me toca. 
Quero te sentir mais tempo, quero te sentir inteiro, quero revogar os medos e quero ignorar as circunstâncias. Desejo o vosso abraço por toda a eternidade, por nossos 5 minutos.
Eu me excitei, e não falando em termos sexuais. Eu me exaltei, me animei, me estimulei, eu me excitei. Será que entende? Será que me faço entender?
Deixa eu gostar de você. Permita-me ensinar você a gostar de mim. Esqueça as desculpas que vemos para que não haja conjugação pro "sim". Tentemos.
Eu te abracei e deixei o tempo parar. Então eu me entreguei e não quis exigir. E…