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Carnaval, Futebol, Não Mata, Não engorda e Não Faz Mal

Esquecemos aquela parte em que todo mundo é de todo mundo e que ninguém é de ninguém e vamos direto a parte em que você se diverte e visualiza o trabalho de todo um ano.

"Carnaval, futebol, não mata, não engorda e não faz mal..."*

E eu estava lá, no meio de tanta gente importante e sem graça, no meio de tantos carros alegóricos gigantes, no lugar onde eu não deveria estar... putz, o que fazia eu lá?

Working... busy as always.**

Lógico, única forma de eu estar lá. Sabe quanto custa um camarote? Nem quero saber, é muito din din pra se jogar assim fora. Não estava lá a passeio, mas estava lá. Então, passando pelo ponto de que eu não era e nem queria ser o centro das atenções e visualizemos por apenas um momento coisas que só acontecem no carnaval e que poderiam não acontecer ou acontecer sempre, vejamos:

- Propaganda de Camisinha. Desculpe ai se vou ofender a alguém usando palavras populares, mas não há uma melhor maneira de descrever essa situação. As pessoas só fodem no carnaval? Só se previnem no carnaval? É raro ver uma propaganda dessas circulando pelas mídias em outras datas não especiais. Atenção, ninguém neste mundo é capaz de fazer sexo apenas 4 dias ao ano.

- Money. Quanto dinheiro é gasto para quatro dias de folia. Estava eu lá no camarote da prefeitura, trabalhando é claro. Mas se vocês forem analisar quanto dinheiro a prefeitura gastou com este evento não conseguem acreditar em como a educação anda tão precária e ninguém parece se importar, todos estão com aquela frase na mente: "hoje ninguém é de ninguém", entrar nessa!?!? Legal, divirta-se. Ainda sou um cara careta. Atenção, ninguém neste mundo sobrevive apenas de sacanagem, vamos investir na educação, precisamos cobrar isso.

- Enredo de escolas de Samba. Os caras passam o ano inteiro pensando em algo que irá surpreender a todos, divertir e ainda incentivá-los. Alguém ai além de querer ver peitos e bundas parou ao menos para processar a informação deixada dos enredos dos caras. Putz... a amazônia tá indo embora hein, a periferia também é gente, é preciso acreditar.

Não sou o cara certo para analisar isso tudo, mas então quem é? Estava lá e nem gosto de samba, mas sambei, ri, brinquei, pulei, processei as informações e pensei: o que estamos fazendo para nosso país melhorar? Acho que é hora de agirmos.

*Música do Babado Novo, cantada por Claudia Leite.
**Trabalhando... ocupado como sempre.

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