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Reavaliação do Grande Amor

Então eles prometeram diante do Senhor Deus, que na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença eles seriam parceiros, amantes, cúmplices, amigos... marido e mulher.

O casamento de hoje em dia se tornou uma coisa muito prática. Deixou de ter essência e romance para ser assim, no primeiro berro o que for mais “porra loka” pede o divórcio. Então agora ela chora, sofre calada tentando encontrar respostas para as situações que ambos deixaram acontecer. Às vezes ela não dorme pensando em maneiras de como poderia mudar a situação de estarem se cansando um do outro. Quando está perto, quer estar longe e assim vice-versa. Complicada esta maneira de amar, não? O que aconteceu com aquele amor incondicional que os fizeram ter a certeza de que a companhia um do outro era o que eles queriam para a vida inteira?

É um caso meio que provado, por alguém ai, alguma empresa, sabe lá. Mulheres não entendem os homens e os homens não entendem as mulheres, até melhor não generalizar, porque emos não entendem os Skinheads e casais gays se colidem um com o outro também.

Sei que vivenciar qualquer tese científica na prática é bem mais fácil do que na teoria, mas então, o que devo fazer se escrevo para encontrar alguma resposta para secar as lágrimas da linda mulher entristecida que pede socorro de uma maneira tão sincera e cordial?

Pessoas esperam demais das pessoas. Somos um pouco egoístas em não nos colocarmos no lugar do outro, de entendermos ou ao menos tentarmos entender que ninguém nasce sabendo nada. Esperamos demais... quer um fato verídico? Só porque você ligaria no dia seguinte após um encontro não quer dizer que o outro vá fazer, são essências diferentes. Só porque você acha que seu marido, sua mulher, namorada, namorado não te dá o amor que você necessita, não quer dizer que esse amor não seja o tudo que ele ou ela possa te dar. Já ouviu isso antes? Acho que há uma influência de Shakespeare por aqui.

O problema do casamento está no ponto em que caímos na rotina, deixando de paquerar, de namorar, de viver. Se tratarmos o casamento como uma obrigação ele parecerá uma, você não acha? É necessário saber os dois lados da moeda, necessário enxergar tudo de vários ângulos para tentar encontrar uma possível solução.

É necessário sentir-se vazio para saber o quão maravilhoso é estar preenchido, é necessário brigar para fazer aquela festinha das pazes, é necessário enfrentar um problema de frente do que ignora-lo achando que por algum milagre divino ele se solucionará por si próprio.

Fazer amor não é sentir-se amado mas sim sentir-se desejado.

Hora de reavaliar o seu grande amor, o amor próprio.

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