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Na Tentativa de Definir Alguma Coisa

Já são 03:15h da madrugada e eu deveria assim como as outras pessoas estar no momento mais profundo do sono. É o 4º dia consecutivo que não consigo dormir. Fico preso nos meus pensamentos, procurando soluções, procurando salvações, procurando algo dentro de mim que ainda não foi diagnosticado. Ouço apenas os sons de uma cidade adormecida. Esquecida por algumas horas por pessoas que nela habitam.
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Não tem muita poesia passando em minha cabeça, a vida ficou em preto e branco. Meus momentos solitários me proporcionam a chance de mergulhar dentro de um vazio que não deveria existir. Fico apenas tentando adivinhar o que passa na cabeça das pessoas. Perco a hora do dia, perco as horas da vida.
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Ainda não vivi o suficiente para ignorar a sabedoria de pessoas mais velhas que transmitem em seu profundo olhar a mensagem de fé, de luta pela vida. Na minha frente só há o velho caderno de anotações e a caneta esquecida no meio da bagunça que anda a minha mala de viagem.
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Fico impaciente com a paciência que adquiri ao longo dos dias, como se meu subconsciente tivesse a certeza de algo que eu mesmo desconheço completamente. Sinto-me decepcionando pessoas, sinto-me estranho em uma inércia total, sinto-me vazio.
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Faço arte nas folhas em branco sem um objetivo direto. Tento enxergar o que todos veêm, porém descobri que sou diferente demais para ver as coisas como eles. Acredito fielmente que não pertenço a esse mundo. Por alguma razão, a qual eu ainda não descobri, estou gradativamente sendo excluído de planos futuros, planos de vida.
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Não sei ainda por que tenho essa vontade imensa de descrever o que acontece por aqui. Sei que o tempo das pessoas que me importo é excasso demais para as palavras de um confuso e inexperiente escritor. Fico apenas na companhia de palavras inseguras e do rádio ligado no volume -1 para que ninguém consiga ouvir o que gostaria que ouvissem.
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Um dia, ainda mudo esta história. Esse momento é só o tempo que preciso para tentar definir enfim alguma coisa.

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Baby Steps

Já faz um tempo que eu parei de escrever e eu nem sei o por que!?
Talvez o meu cérebro processe a informação de uma maneira diferente, mas o que eu realmente acho é que a cada dia, a cada segundo que passou desde a ultima vez que me dei a oportunidade de redigir algumas palavras, eu desisti de mim.
Não é fácil enfrentar um fato que desconstrói tudo que eu quis construir, mas fingir que algo não acontece deve ser bem pior não? Não sei, mas também não me importo. Afinal, começo a redigir algumas palavras novamente e elas me fazem sorrir =D
Eu acredito que há tempo pra tudo, e talvez haja tempo pra eu voltar pra mim mesmo. 
Sabe aquilo que dizem? Sobre iniciar algo? "Vá lá, faça! Não precisa ser bom, apenas precisa ser seu." 
Estas palavras são minhas, e mesmo não tendo significa algum, pra você, elas me fazem bem.
Talvez pra ti seja um texto de merda, mas pra mim é um passo de volta para eu mesmo!
"Baby steps", não é mesmo?

Não sinto dó(r)

Será que se gritarmos bem alto alguém ouvirá?

Será que quando gritamos bem alto, nossa voz ecoa pelo mundo como um pedido de socorro?

Às vezes tento não me desesperar pelas circunstâncias em que me encontro, ou mesmo escolhi me deparar (talvez inconscientemente)...eu não sinto dó de mim.

Eu tento fazer a pose e parecer confiante sobre os dias cinzentos e chuvosos que a escola da vida me faz vivenciar. Mas parece que só de raiva eu sorrio e rio de mim mesmo...sem pena, sem dor.

Seria possível que as palavras me levem a um lugar melhor? É importante sonhar...é importante se reestabelecer.

Vi hoje na TV, nesses programas de transformação, um cara que dizia-se estar "confortável nas sombras de si mesmo"e o quanto foi libertador abrir-se novamente ao mundo. Às vezes parece que quando temos um problema, só aquilo existe e todo o resto não faz sentido algum. Olha eu sendo totalmente contraditório. Não estava eu rindo de mim? Acho que deve ser de nervoso então.

As nossas escolhas no…

Homem Pedra

Então você me abraçou e pediu para parar o tempo. Então você se entregou e não pediu muito. Você agradeceu e não formulou desejos. Você sorriu e disse "eu te amo".
Saberia até colocar ordem nas palavras que automaticamente formam as frases se o meu coração desacelerasse diante dos ocorridos. Eu poderia ser lei em português e formar pra ti as nossas exceções. Mas deixa o tempo parado e me abraça e fica e sorri e me toca. 
Quero te sentir mais tempo, quero te sentir inteiro, quero revogar os medos e quero ignorar as circunstâncias. Desejo o vosso abraço por toda a eternidade, por nossos 5 minutos.
Eu me excitei, e não falando em termos sexuais. Eu me exaltei, me animei, me estimulei, eu me excitei. Será que entende? Será que me faço entender?
Deixa eu gostar de você. Permita-me ensinar você a gostar de mim. Esqueça as desculpas que vemos para que não haja conjugação pro "sim". Tentemos.
Eu te abracei e deixei o tempo parar. Então eu me entreguei e não quis exigir. E…