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A Maioria das Coisas


A maioria das coisas se inicia com o “Feliz para Sempre” e quase que ocasionalmente termina com o “Era uma vez”. Isso tomando como referência a minha própria vida, que talvez não seja inspiração pra ninguém but who cares?

Tudo aqui funciona ao contrário, eu digo aqui na minha cabeça que não é nem grande o bastante para a intensidade de pensamentos que projeta. Nunca nem consegui fazer sexo sem pensar, e cá entre nós, pensamentos que não condizem nada com o momento.

Não sei em que parte da minha vida eu deixei a cachola virar esta bagunça, e nem sei se consigo deixá-la organizada. Já há algum tempo eu não vivo sem ser o alvo dos flashes malignos que me enviam. E quer saber? Aprendi a amar isso.

Um dia uma pessoa muito da idiota me disse que as pessoas só odeiam aquilo que verdadeiramente amam, odeiam o fato de amarem aquilo que gostariam de ser. Entenda, ela não era sábia, só acertava uma a cada 10 anos, tive sorte.

Gosto de falar pro nada, falar para desconhecidos, talvez alguém aí entenda o que eu ainda não entendi. Posso compartilhar algo com vocês? Tô feliz pra caralho, feliz sem motivo aparente. Eu acordei, sei lá... mandei o mundo ir se fuder. Isso não é bom?

A minha maneira de escrever muda a cada capítulo que se inicia, eu vou parando de me preocupar se a frase está com a formação adequada ou se os verbos estão na conjugação certa. A vida é arte, e eu só quero transcrever aqui que minha arte sofre metamorfoses, que é viva, que é linda e que é uma droga.

Talvez eu devesse pedir para um médico me descrever algo que me colocasse de volta a sociedade imbecil que me rodeia. To com vontade de me jogar pro alto, testar a lei da gravidade, rir da desgraça alheia. To com vontade de parar de me amar, vontade de não ser uma pessoa tão legal.

A maioria das coisas na minha vida se inicia com um “sorriso” e quase que ocasionalmente termina com um “Vai tomar no cú”. Inspirado? Não, feliz.

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