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Saia da Caixa

Inspirar, criar, inovar, pensar, agir, falar, buscar, avaliar, acreditar, tentar, ler, duvidar, começar, recomeçar, perceber, ver, crer e mais um tanto de coisas que eu nem me lembre no momento, eu tirei da caixa. Uma caixa que para mim pode até ser quadrilateral e que pra você pode ser do tamanho de uma bola de beisebol. Acredite, isso não importa. Apenas saia dela.

Saia como se fosse para um bar, beber, rir e flertar. E no caminho mude algo, vá caminhando pela rua ainda não explorada. E quando encontrar algo ainda não visto, sorria, você mudou alguma coisa no seu dia.

Algumas pessoas possuem o dom de inspirar. Possuem algo indescritível em palavras que faz com que você comece a duvidar das verdades encontradas pelas esquinas. Algumas pessoas possuem um brilho tão intenso que é preciso colocar óculos escuros para apreciá-las. É um infinito de conhecimento, é um questionamento nunca perguntado, é um prazer em ensinar, é uma paixão em aprender.

Poderia até ter tido a oportunidade de chegar na sala de aula com o dom da voz vomitando conteúdo ao qual não interessa a ninguém. Poderia até imaginar que o silêncio seria um precioso presente para quem trabalha e procura. Só que não. A exceção existe, e ela se chama Ana Lucia Campos Pita.

Há alguns professores que permanecem na vida dos alunos mesmo quando as aulas acabam, e isso deve ser visto como um fator muito positivo. Pita (que é como eu a chamo) me fez querer algo, quebrar bloqueios, acreditar no olhar puro e duvidar de verdades absolutas. Ela tirou mais que o meu sono, me deu de presente a minha idéia especial. Me fez rir durante a madrugada com os amigos ao mesmo tempo em que eu lia textos sobre criatividade e inovação.

A Pita me fez querer mais, por que ela esparava mais. Me fez escrever um texto sobre todas suas aulas em cinco minutos, mesmo com o pré-julgamento dos próprios membros do grupo. Me fez acreditar na idéia, me fez transformá-la em realidade, me fez vendê-la e aceitou comprá-la.

Esta qualidade de ser e ensinar da Pita é tão complexa e tão rara que devem existir professores que dariam todas suas sabedorias para ter um pouquinho dela.

Pita, obrigado, obrigado e obrigado!
Por me ensinar, por me questionar e por não esperar menos do que o melhor de mim.

Ana Lucia Campos Pita é Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, pós-graduada em Semiótica da Marca pela ECA, pós-graduada em Língua Portuguesa pela PUCSP, pós-graduada em Estudos Portugueses pela Universidade de Lisboa e graduada em Letras pela PUCSP, Foi minha professora de Criatividade e Inovação pela BSP.

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Baby Steps

Já faz um tempo que eu parei de escrever e eu nem sei o por que!?
Talvez o meu cérebro processe a informação de uma maneira diferente, mas o que eu realmente acho é que a cada dia, a cada segundo que passou desde a ultima vez que me dei a oportunidade de redigir algumas palavras, eu desisti de mim.
Não é fácil enfrentar um fato que desconstrói tudo que eu quis construir, mas fingir que algo não acontece deve ser bem pior não? Não sei, mas também não me importo. Afinal, começo a redigir algumas palavras novamente e elas me fazem sorrir =D
Eu acredito que há tempo pra tudo, e talvez haja tempo pra eu voltar pra mim mesmo. 
Sabe aquilo que dizem? Sobre iniciar algo? "Vá lá, faça! Não precisa ser bom, apenas precisa ser seu." 
Estas palavras são minhas, e mesmo não tendo significa algum, pra você, elas me fazem bem.
Talvez pra ti seja um texto de merda, mas pra mim é um passo de volta para eu mesmo!
"Baby steps", não é mesmo?

Não sinto dó(r)

Será que se gritarmos bem alto alguém ouvirá?

Será que quando gritamos bem alto, nossa voz ecoa pelo mundo como um pedido de socorro?

Às vezes tento não me desesperar pelas circunstâncias em que me encontro, ou mesmo escolhi me deparar (talvez inconscientemente)...eu não sinto dó de mim.

Eu tento fazer a pose e parecer confiante sobre os dias cinzentos e chuvosos que a escola da vida me faz vivenciar. Mas parece que só de raiva eu sorrio e rio de mim mesmo...sem pena, sem dor.

Seria possível que as palavras me levem a um lugar melhor? É importante sonhar...é importante se reestabelecer.

Vi hoje na TV, nesses programas de transformação, um cara que dizia-se estar "confortável nas sombras de si mesmo"e o quanto foi libertador abrir-se novamente ao mundo. Às vezes parece que quando temos um problema, só aquilo existe e todo o resto não faz sentido algum. Olha eu sendo totalmente contraditório. Não estava eu rindo de mim? Acho que deve ser de nervoso então.

As nossas escolhas no…

Homem Pedra

Então você me abraçou e pediu para parar o tempo. Então você se entregou e não pediu muito. Você agradeceu e não formulou desejos. Você sorriu e disse "eu te amo".
Saberia até colocar ordem nas palavras que automaticamente formam as frases se o meu coração desacelerasse diante dos ocorridos. Eu poderia ser lei em português e formar pra ti as nossas exceções. Mas deixa o tempo parado e me abraça e fica e sorri e me toca. 
Quero te sentir mais tempo, quero te sentir inteiro, quero revogar os medos e quero ignorar as circunstâncias. Desejo o vosso abraço por toda a eternidade, por nossos 5 minutos.
Eu me excitei, e não falando em termos sexuais. Eu me exaltei, me animei, me estimulei, eu me excitei. Será que entende? Será que me faço entender?
Deixa eu gostar de você. Permita-me ensinar você a gostar de mim. Esqueça as desculpas que vemos para que não haja conjugação pro "sim". Tentemos.
Eu te abracei e deixei o tempo parar. Então eu me entreguei e não quis exigir. E…